quarta-feira, 10 de novembro de 2010

QUANDO DEUS COLOCA ALGUÉM EM SUA VIDA!

Hoje eu pude compreender plenamente o trecho da música que diz que “é impossível ser feliz sozinho”.
Estava refletindo a maneira providencial que Deus coloca pessoas em nossas vidas. 
Como todos sabem sou músico, porém, muitas vezes me sinto um musico pela metade já que não toco nenhum instrumento. Isso sempre me limitou muito porque também sou compositor, componho letra e música. 
Mas em todo tempo dependi de alguém que pudesse musicar as minhas canções. E também sempre tive muita vergonha de mostrar minhas músicas, embora não pareça sou muito envergonhado rsrsrsrs.
Este ano de 2010 no entanto, Deus trouxe a minha vida uma pessoa que veio suprir toda essa carência musical, o guitarrista do MGR, Vitor Mello, que fez com que eu percebesse como é importante a comunhão entre os irmãos. 
E Deus tem me exortado muito a esse respeito. Dizendo ao meu coração que o próprio Jesus deixou toda a sua Glória, despojou-se de sua grandeza, e desceu até nós, envolveu-se com gente, quis em diversas ocasiões precisar das pessoas, pedindo de beber, de comer, pedindo hospedagem, chorando pelos seus. 
E é muito bom estar envolvido com pessoas, muito embora tantas vezes não consigamos enxergar a pessoa de Cristo em nosso próximo em um primeiro momento. No decorrer do relacionamento sentimentos e afetos vão sendo despertados, e assim, pessoas que antes nós supúnhamos incapazes de jamais estabelecermos algum tipo de relacionamento mais profundo, logo se tornam amigos mais chegados que irmãos. Basta que estejamos abertos para que o fluir do amor de Deus encontre espaço em nossos corações.
Foi exatamente isso que aconteceu comigo, o Vitor é uma pessoa completamente diferente de mim. Temos gostos diferentes, estilos diferentes, idades diferentes, opiniões diferente, temperamentos diferentes, mas em Cristo Jesus todas as nossas diferenças desaparecem.
Todas as barreiras caem pela força do amor de Deus em nós.
Tem sido um grande barato essa parceria.
Como nós brigamos, como nós discutimos!
Mas tudo para que seja feito o melhor e florescêssemos onde Deus nos plantou.
Hoje já podemos nos comunicar apenas pelo olhar. Quando eu quero saber se estou desafinando basta olhar pra cara dele, ele faz questão de expressar os meu erros, mas nem ligo rsrsrsrs.
Como também ele já sabe quando exagera nas distorçõesa da guitarra, no volume, pela forma como olho pra ele.
Quantas tardes, quantas noites a fio já passamos juntos compondo, arranjando, concertando, gravando, pesquisando. E todas essas situações serviram para que Deus aumentasse meu carinho, minha afeição, minha admiração por ele. E apagasse de uma vez por todas a imagem distorcida que eu tinha dele. A ponto de hoje em dia eu não só chamá-lo mas considerá-lo um irmão!
     
Não permita que o egoísmo, a vaidade, a soberba, a auto-suficiência impeçam que seu ministério cresça. Quando emprego o verbo crescer, não me refiro a sucesso, reconhecimento. Refiro-me ao crescer da graça de Deus naquilo que você faz.
Se você está se sentindo cansado, sobrecarregado, ou mesmo limitado em seu ministério, peça a Deus que levante alguém que seja capaz de dividir contigo as prosperidades e dificuldades da caminhada. Alguém que mesmo diferente de você, e só por isso, será capaz de mostrar novos caminhos, novas propostas, nova visão!

Seja abençoado, e sempre acolha aquele que te estender a mão!

Foto antiga, porém, uma das minhas favoritas
 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

GOSPEL CATÓLICO???

"Toda a terra tinha uma só língua, e servia-se das mesmas palavras. Alguns homens, partindo para o oriente, encontraram na terra de Senaar uma planície onde se estabeleceram. E disseram uns aos outros: “Vamos, façamos tijolos e cozamo-los no fogo.” Serviram-se de tijolos em vez de pedras, e de betume em lugar de argamassa.

Depois disseram: “Vamos, façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja os céus. Tornemos assim célebre o nosso nome, para que não sejamos dispersos pela face de toda a terra.” 

Mas o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que construíram os filhos dos homens. “Eis que são um só povo, disse ele, e falam uma só língua: se começam assim, nada futuramente os impedirá de executarem todos os seus empreendimentos. Vamos: desçamos para lhes confundir a linguagem, de sorte que já não se compreendam um ao outro.” Foi dali que o Senhor os dispersou daquele lugar pela face de toda a terra, e cessaram a construção da cidade. Por isso deram-lhe o nome de Babel, porque ali o Senhor confundiu a linguagem de todos os habitantes da terra, e dali os dispersou sobre a face de toda a terra.". (Gn. 11,9).

Estamos em uma era de bobagens, devaneios e sincretismo. Católicos já não falam mais a "mesma língua" devido as múltiplas teorias religiosas e humanas. Jesus já não o centro de tudo. Há um esvaziamento da mensagem do Evangelho e da missão de Jesus a partir de teorias ou doutrinas evangélicas.

Alguns, afirmam que Jesus não é o filho de Deus mas, um ser superior, especial mas, nunca O Salvador... Outros, dizem que Jesus veio à terra para uma missão sublime, mas não fundou nem Igreja e nem religião. Alguns outros, vêem em Jesus um ser que "voltou" de várias vidas e evoluiu. E outros tantos enxergam Jesus como alguém normal, sem divindade nem salvação, só humano demais.

Teorias como estas invadiram os grupos de oração e os ministérios, especialmente o ministério de música. A facilidade que a música nos proporciona de uma sadia relação com outros grupos religiosos, muitas vezes influencia nossa mentalidade. E, como não somos firmes na doutrina católica, acabamos por impulso juvenil, aderindo a a outros tipos de linguagem ou religião.

A música proporciona uma certa "facilidade" de comunicação entre as mais diversas religiões. E isso é bom. Quem sabe, através das boas canções, não formamos um povo de Deus que louva e bendiga acima de qualquer divisão. Eu acredito em tudo que O Espírito pode fazer. Só não acredito nas frustradas tentativas de alguns músicos católicos em "unir" a música e as formas de expressão de nossa Igreja às de outras denominações religiosas sem uma real ação Espírito Santo.

Certas terminologias não devem ser utilizadas pelos ministérios de música católica. E isso tem explicação uma racional. Oras, aquilo que para nós, católicos, tem expressão como "mariologia" ou "Santidade de vida", para algumas denominações religiosas ou tem outro significado ou significado algum. Assim como, algumas expressões e conceitos nascidos em Igrejas não-católicas, para nós pode trazer um esvaziamento de nossa fé.

Nos anos 90, mais propriamente em 1993, houve uma explosão da música católica. Apareceram várias bandas e ministérios. E com esta ascensão da música católica, também houve um ardente desejo emdefinir o tipo de música que executávamos. Foi aí que cometemos nosso primeiro erro: chamamos nossa música de "GOSPEL CATÓLICO". Sim. Essa expressão não nasceu nos dias atuais. Alguns músicos católicos, como eu, queriam se definir, se encontrar, trazer um sentido para suas composições então, usamos este nome para nos "autodefinir". 

Contudo, com o passar dos tempos, o próprio Espírito nos conduziu a outra definição: Música católica. E entendemos porque: na verdade, o termo que usávamos era uma forma de rejeitar o tradicional e buscar uma inovação.

Para qual surpresa nossa, quando fomos estudar sobre a origem desta palavra tomamamos um susto. 

Tentei ao máximo extrair uma origem definida para esta palavra. É difícil pois, as várias expressões da música evangélica a tratam como uma simples definição do estilo ou da categoria de suas músicas. Muitos nem sabem ao certo o que realmente essa expressão significa. Tratam-na simplesmente como "evangelho" ou similar. Porém, conversando com algumas pessoas de outras doutrinas, algumas explicações foram dadas.

Não existe um consenso sobre as explicações abaixo. E aqui abro o post para contribuições que possam ajudar no discernimento

A origem da palavra Gospel.

Explicação 1.
A palavra "Gospel" não existe. Existe a fusão de duas palavras "God" e "spell" que quer dizer "música de Deus que envolve, como mágica, como um encanto", ou God-spell que, na definição de algumas doutrinas quer dizer "boa nova".

Explicação 2. (A explicação histórica oferecida por alguns evangélicos que não concordam com esta terminologia).

"Um tipo de música/composição criada para expressar uma crença INDIVIDUAL (e é aqui que mora o perigo) ou de uma comunidade religiosa nascente que queria romper com o tradicional". 

Utiliza-se deste tipo de música não só em cerimônias religiosas ou cultos mas, de forma estética (markenting) como um produto para mercado comercial. Alguns famosos artistas traziam consigo influências Gospel como Elvis Presley, Ella Fitzgerald, Ray Charles e tantos outros.

Thomas A. Dorsey (1899-1993), compositor de sucesso tipo There Will Be Peace in the Valley, é considerado por muitos, O Pai da Música Gospel. No início de sua carreira ele era um importante pianista de Blues, conhecido aliás por Georgia Tom. Ele começou a escrever Gospel depois que ouviu Charles A. Tindley (1851-1933) numa convenção de músicos na Filadélfia, e depois, abandonando as letras mais agressivas de outras canções, não abandonou, contudo, o ritmo de Jazz tão parecido com o de Tindley. A Igreja inicialmente não gostou do estilo de Dorsey e não achou apropriado para o santuário, na época. Em 1994, após o seu falecimento, a revista Norte-americana, Score, publicou um artigo com o título: The Father of Gospel Music (em português, "O Pai da Música Gospel").

Portanto, segundo pesquisa, a origem desta terminologia indica uma música que pretendia "afastar-se"  da Igreja para que pudessem atingir a um público menos ligado à Palavra de Deus. Sendo "Gospel", ficaria mais fácil ter sua música veiculada em rádio, tv, eventos não religiosos, festas de peão, shows seculares enfim.

Bem, se você me perguntasse se devo ou não usar esta terminologia em eventos de meu ministério, eu responderia: "eu já fiz isso também". Usei deste subterfúgio para "firmar" meu ministério em uma errada tentativa de me colocar no cenário musical comercial. Posso afirmar, sem medo de errara, que foi o próprio Espírito do Senhor que arrancou esta mentalidade de mim. Havia o risco eminente de desvio doutrinário. Portanto, eu não recomendo que se misture as coisas. Gostar e tocar músicas evangélicas ou de outras denominações não traz problema nenhum aos ouvidos desde que, não seja uma aberração doutrinária e teológica que afete ou desoriente o povo sobre Sã Doutrina Católica.

O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei dos teus filhos. Oséias 4.